Fonte Post Mortem
Primeiramente agradeço ao amigo Vitor Forini pela ideia e inspiração e à Catarina por emprestar sua história. Catarina já tinha tentado de tudo antes, distribuía currículos pelas redações no centro da cidade, enviava e-mails para os recrutadores, até mesmo pedia cartas de recomendação ao professor, e nada. Nenhuma empresa chamava ela para trabalhar. Certo dia, um milagre, o barulho de notificação da caixa de e-mail surgiu e ela foi correndo. Era a primeira resposta afirmativa, o primeiro “sim”. Tinha conseguido vaga no jornal de maior circulação da cidade, a Gazeta, popularmente chamada de Gazetão. Daí foi uma correria que só, RG, CPF, comprovante de residência, protocolo da certidão de nascimento do tio da mãe de um primo lá de Maringá, tudo para confirmar o emprego. Dali uma semana o primeiro dia, tudo certo, era oficialmente estagiária do Gazetão. Ganhou uma mesa no canto da redação, perto da janela, com vista para o trânsito da 23 de Maio. Ela trabalhava diretamente para...