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Mostrando postagens de abril, 2025

Não sei ser condecendente com gente burra

  A frase que é título do texto de hoje é de autoria da Marlene Mattos, conhecida nacionalmente por ter sido a agente da cantora Xuxa, lá nos longínquos anos 1990. Embora venha de uma péssima pessoa, que tratava todos ao seu redor de forma péssima, eu devo admitir que me vi muito representado nessa frase, simplesmente não consigo lidar com gente burra. Primeiro, vamos estabelecer um fato universal, ser burro é uma escolha (não confundir burrice com ignorância, que é um estado em que o contexto social no qual a pessoa está inserida afeta diretamente seu acesso ao conhecimento), e por tanto, reagir a burrice alheia é natural e deveria ser mais normalizado, mas não é. Se você tratar uma pessoa burra como burra, ela vai obviamente se ofender, mesmo que não tenha forma diferente de tratá-la, por essa ser a sua natureza.As pessoas param de gostar de você quando vocês as trata pelo que elas são, já que elas preferem ser tratadas como elas acham que são. O grande problema da vivência com g...

Um homem pulou no trem, e eu entendo

Estava mais um dia a caminho do metrô de São Paulo, quando ao chegar na estação Carrão, da linha 3 Vermelha, quando soube que um cidadão havia se jogado no trilho do trem. No começo, fiquei com raiva, aquela proeza dele custaria no mínimo uma hora para mim e para meu caminho usual, mas depois, comecei a pensar, o que se passa na cabeça de um sujeito como esse? Será, que pela primeira vez na vida, aquele homem, que tão pouco tinha, decidiu cometer seu primeiro ato de egoísmo puro, e gostaria de um pouco de atenção por causa disso? Será que ele tinha alguém em casa esperando? Teria alguém chorado por ele no seu ato final? Será que alguém ainda contaria uma piada ensinada por ele? Alguém ainda ouviria as músicas que ele havia mostrado? As frases que usava? Alguém ainda iria sorrir quando se lembrasse dele?  A verdade é que as pessoas seguiriam com suas vidas, talvez sem notar o quanto dele haviam levado consigo, ele até poderia ser só uma memória que arranhava a superfície, mas estava...

Não ser suficiente

Tem dias na vida que a gente se sente como se fosse a pior coisa do mundo, nossas pautas não são boas, nossos textos não são suficientes, nossas ideias não são ouvidas, nossos nomes não são lembrados. E tem dias que as coisas não parecem valer a pena, infelizmente fazemos as coisas para os outros, pois se fosse somente para nós, não as faríamos, seriam somente uma ideia abstrata na cabeça, sem necessidade de acontecer. Em momentos como esse, devemos pensar se o que fazemos realmente vale a pena, se só não as fazemos para agradar, no final, gostar do que faz, é importante (claro, se você não receber montantes absurdos de dinheiro para fazer algo que não gosta). Largar mão das coisas é tão importante quanto fazer coisas que gosta, é um autocuidado, é algo imprescindível Na natureza das coisas reais e abstratas, ser valorizado é o que torna as coisas tangiveis. As vezes realmente suas ideias não serão notadas, seus filmes não serão vistos, seus livros não serão publicados, seu blog nunca ...