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Mostrando postagens de fevereiro, 2025

Comprem rosas, pois as rosas falam tudo

  Quarta-feira de tarde fui à floricultura e comprei rosas. Optei pelas nacionais do interior paulista em detrimento das importadas holandesas, pedi que passassem uma fita vermelha e às levei por 8 estações de metrô. Não me restringindo somente às rosas, comprar qualquer flor para outrem é tido como um dos maiores atos românticos que existe, mas as próprias flores nunca foram informadas disso. Como um comprador assíduo de flores (das quais na maioria das vezes não são correspondidas), eu já mandei flores de desculpas, já compraria flores de amor, uma vez tive flores até mesmo em Paris, com todo esse currículo, eu afirmo categoricamente que nenhum flor jamais foi informada de que era um símbolo de amor. As flores simplesmente desabrocham pois precisam, florescem pela necessidade de sobrevivência, não se dá flores por serem bonitas, dá-se flores pois há sentimento envolvido. Um Post genérico e suspeito do Instagram uma vez disse: "Pessoas recebem mais flores depois de mortas do que ...

Tudo em todo lugar ao mesmo tempo- não uma resenha atrasada sobre um vencedor do Oscar, mas sim como minha mente está

  Esses dias me peguei dividido entre praticar violão, editar fotos, pintar, desenhar, escrever ou me exercitar. Essa dúvida me consumiu por tanto tempo que passei o dia inteiro sem fazer nada, olhando o TikTok. Querer ser um pouco de tudo é um grave problema, a gente acaba simplesmente não fazendo nada direito, e nos piores casos, não fazendo nada. Raros são os dias em que se acorda motivado a fazer as coisas, eu por exemplo, nunca tive um dia desses, sempre acordei querendo dormir mais e acredito que toda pessoa racional também tenha essa vontade, mas acredito sinceramente que motivação não seja o que falta no meu dia a dia, e sim, talvez, só um pouquinho de organização mental. Meu cérebro tem a capacidade de processar todos os pensamentos possíveis, um verdadeiro multiverso parecido com o presente no filme de Scheinert e Kwan, não é fácil lidar com todos esses pensamentos ao mesmo tempo, é como se milhares de possibilidades se desenvolvessem ao mesmo tempo na minha cabeça, em fu...

Dei uma festa, ninguém apareceu e eu não quero mais viver

Fiquei meses enclausurado na minha casa para poder passar em diversas universidades, quando passei, pensei que comemoraria com meus amigos, fiz uma festa e ninguém apareceu.  Quando eu percebi que ninguém apareceria, vivi um sentimento similar ao meu aniversário do ano passado, quando ninguém apareceu, ou quando nenhum dos meus amigos me falou nada quando meu avô morreu, ou todas as outras vezes em que eu parecia simplesmente sozinho. Saber que você é um amigo que raramente é importante para alguém dói bastante, mas eu me já me vejo bem acostumado com a sensação. Quando eu era criança, raramente era convidado para as festas dos amigos de turma, era muito "esquisito" pra elas, me disseram que no Ensino Médio as coisas iam melhorar, veio o ensino médio e nada, ninguém notou a minha existência durante 3 anos, falaram que seria depois de formado, trabalhando, e novamente nada aconteceu. Agora às portas da Faculdade, dizem que será o momento, mas é difícil acreditar. Aprendi em al...

28° edição da Mostra de Tiradentes- Fui humilhado, ignorado, fotografei, fiz amigos e entrei na fase que ou o cinema morre para mim, ou eu vivo dele.

  Citando a grande cantora Evinha, “E daí esse meu silêncio profundo?”. Comecei a ouvir a música Espera Para Ver da Evinha logo que entrei no Ônibus a caminho de Tiradentes. Não dormi nada no caminho, um sujeito roncava fortemente e eu só pensava no ódio profundo que sentia por ele. Durante 12 horas me joguei nos clássicos da Evinha, foram horas introspectivas Depois de 12 horas cheguei a Tiradentes, acabado só no caminho, e já me entreguei a frenética programação do festival. No começo, eu pensei que sentiria a magia do cinema logo de cara, mas não rolou de forma alguma nesses 7 dias, entrei em desespero logo de cara, mas vamos chegar lá.  Primeiro a casa, fiquei bem distante do centro da cidade, em uma casa com 5 pessoas muito especiais, Rodrigo Sousa e Sousa, meu professor, e o maior montador de película que temos no país inteiro, Aninha, fotógrafa de 3 edições de Olimpíadas, Dona Rosa, a mãe do Rodrigo, Ariadne e Luana, que trabalham no Lab. revelando filmes, e eu, eles fo...