Gostar de quem não gosta da gente
Distribui convites para o meu aniversário no último mês. Variadas foram as formas que eu fiz isso, e-mail, Whatsapp, Instagram e até mesmo presencialmente, como faziam os antigos Astecas. Sempre fui um entusiasta dos convites, da coisa comvite mesmo, do substantivo, nada é melhor que a sensação de estar em um lugar porque querem que você esteja lá.
Todo evento social que promovo, são raros admito, tem convites formais e especiais, feitos pelo Canva sem o uso de modelos prontos. É a parte mais proveitosa para mim de todo o ritual de organizar um aniversário, receber as confirmações, ou as negativas (quando plausíveis), são sensações ótimas para mim, além de acelerar imensamente o processo seguinte de organização da comemoração, fazer uma festa para 5 pessoas é uma coisa, para 20 é outra coisa completamente diferente.
Dito isso, recebi as confirmações ou negativas prontamente, as arquivei no lado do cérebro responsável por organizar essas informações e coloquei minha atenção sobre um grupo de pessoas, aqueles que sequer responderam o convite. Pensei primeiramente que a resposta eventualmente viria, mas não veio, semanas se passaram e nada, nem um mísero sinal de vida. Veio o espiral de pensamentos clássico, "Eles pararam de gostar de mim?" "Eles estão bravos comigo?" "Fiz alguma coisa?", e esses pensamentos me assombram por quase uma semana, por que será que essas pessoas, que estão no seleto grupo de pessoas convidadas para o meu maior momento de celebração, não se deram nem ao trabalho de responder?
Depois de vários dias assombrado, cansei de procurar respostas e pulei diretamente para as conclusões: "E daí que eles não responderam? Qualquer que seja a razão!". Provavelmente eles só estão ocupados com as próprias vidas, correndo contra o tempo pra resolver seus próprios problemas, e eu, em mais um surto de grandeza me deixei ficar triste, magoado e algumas vezes até mesmo bravo.
Ao invés de hiper valorizar aqueles que não responderam, porque não valorizar aqueles que prontamente disseram que viriam e que compartilharão esse momento especial comigo quando eu completar mais 365 translações?
Então acho que aí esteja o segredo da coisa, não perder tempo com o que não é feito para nós, parar com essa obsessão louca pelo que não temos e viver o tédio de tudo que já possuímos. Fica aqui o desafio para você, caro leitor de blogs questionáveis, que tal tirar o dia para valorizar quem realmente gosta de estar ao seu lado?
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